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Organismo não necessita de açúcar refinado e seu consumo pode trazer prejuízos à saúde
Data: 8/09/2010
No cafezinho, na sobremesa, na comida nossa de cada dia... O açúcar refinado está presente todo mês no carrinho de compras e, todo dia, na mesa da família. O que poucos sabem é que esse alimento passou a fazer parte da dieta há menos de mil anos, quando o homem conseguiu extraí-lo da natureza. “É possível relacionar a universalização do consumo do açúcar – cerca de 400 anos – com o aumento na incidência de doenças comuns atualmente, como câncer, obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares”, alerta Juliana Garcia, nutricionista da Clínica Contato.

Está comprovado que o corpo humano é dependente de gorduras, proteínas, vitaminas e sais minerais, mas de nem um miligrama sequer de açúcar. “A glicose que o cérebro precisa diariamente provem do açúcar já presente nos alimentos, fontes de carboidratos, e não é prejudicial ao organismo. O grande problema está no consumo do açúcar refinado!”, explica a nutricionista.

Para ficar mais branco e soltinho, o açúcar extraído da natureza é submetido ao refino, que utiliza inúmeros produtos químicos. Nesse processo, as fibras, os sais minerais, proteínas e demais nutrientes são eliminados, resultando em um produto químico cheio de calorias vazias. “O consumo do açúcar refinado ainda produz um estado de superacidez que desmineraliza o nosso organismo, levando à carência de cálcio, magnésio, zinco, cobre e selênio”, salienta Juliana.

Mesmo sendo tão prejudicial, é fácil tornar-se escravo do açúcar, pois sua absorção é muito rápida e, ao chegar ao cérebro, tem ação tranqüilizante por meio da liberação do triptofano, que se converte em serotonina. “Ainda assim, o consumo do açúcar é cada vez maior, aumentando nossa dependência, pois ele está presente em uma série de alimentos que comemos diariamente, como bolachas, pães, tortas, bebidas. A oferta ilimitada desses alimentos baratos e de alta concentração energética aliada ao sedentarismo crescente acaba resultando em uma população cada vez mais obesa e doente”, observa.

Mudança de hábito

Controlar o consumo de açúcar refinado na dieta diária é fundamental para manter a qualidade da alimentação. A Organização Mundial da Saúde recomenda que a ingestão dessa substância não ultrapasse 10% da energia total da dieta. “Substituir o açúcar refinado comum por açúcar mascavo ou mel na alimentação pode ser uma opção, já que apresentam mais minerais e vitaminas em sua composição. Entretanto, o consumo ainda deve ser controlado, pois também são substâncias altamente energéticas”, afirma a nutricionista.

Autor: Daiane Strapasson
Fonte: www.sissaude.com.br

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