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19/11/2019
Coren-RS coordena debate sobre Práticas Integrativas e Complementares no 22º CBCENF



Presidente do Coren-RS, Daniel Menezes de Souza, coordenou o debate no último dia de congresso

A arte e a prática do cuidar são milenares. A Enfermagem, dentro do seu conhecimento científico, reconhece as Práticas Integrativas e Complementares (PICs), que são tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais e populares. As PICs foram discutidas no último dia do 22° Congresso Brasileiros dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF), na quinta-feira (14/11), em Foz do Iguaçu (PR).

A Política Nacional de Integrativas Complementares no Sistema Único de Saúde (SUS) tem como objetivo incorporar e implementar as práticas, contribuir para o aumento da resolubilidade do sistema e para a ampliação do acessos às PICs. Além de estimular o uso racional do sistema de saúde e as ações referentes ao controle e participação social.

A mesa foi coordenada pelo presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren-RS), Daniel Menezes de Souza, que destacou que a Enfermagem é precursora e vanguarda no campo da pesquisa sobre o assunto.

“Esse é um programa muito interessante no sentido de trazer alento à população mais carente. A Enfermagem é a profissão que mais pesquisa sobre o tema, então nós somos precursores. Estamos trabalhando na última década, com as práticas e evidências, este é um momento de fortalecimento. Nós temos inúmeras pesquisas”, afirmou.

Para a conselheira federal Maria Luísa de Castro, referência de PIC da Bahia, as evidências científicas comprovam a eficiência das Práticas Integrativas e Complementares e demonstram, inclusive, a diminuição da prática medicamentosa, levando em contrapartida a gestão a economia.

“Se o gestor for visionário e perceber o custo-benefício das PICs dará um olhar diferenciado a essas práticas. Nós reduziríamos a compra de medicamentos e teríamos um resultado mais eficaz de práticas preventivas da saúde”, destacou a conselheira.

Durante o debate, alguns dados relevantes foram apresentados ao público, entre eles a expansão do Meio Técnico Científico Informal (MTCI), que mostra que, até 2018, Estados-Membros de Organização Mundial da Saúde (OMS) registraram 98 institucionalizações de políticas nacionais; 109 possuem leis ou regulamentações nacionais; 124, regulamentos sobre medicamentos fitoterápicos; e 75, institutos nacionais de pesquisas sobre o assunto.

Segundo um levantamento do Ministério da Saúde, tendo como base o modelo de cuidado e resolutividade da Atenção Primária, foi constatado que 50 a 70% das consultas geram prescrições de medicamentos. Nesse universo também foi apurado que dos 40% das(os) hipertensas(os) não precisam de medicação; 30% das consultas preventivas prescreveram novos medicamentos; e 27% das(os) brasileiras(os) têm dor crônica; 50% delas(es) utilizam medicamentos; e apenas 18% fazem atividade física ou fitoterapia. A pesquisa mostra ainda que o Brasil realiza mais ressonâncias magnéticas que países como a França, Estados Unidos e Alemanha.

“Desde 2006 temos uma política instituída, que consideramos emancipatória e civilizatória, que vem para superar um modelo de saúde que não atende às demandas e é muito focado na doença e no mercado. Essas práticas vêm justamente para promover uma outra abordagem na saúde e na perspectiva de promoção, qualidade de vida, autocuidado”, afirmou Maria Luiza, ao destacar a necessidade de divulgar as PICs, sobretudo na Atenção Primária.

Hoje existem 29 práticas na Resolução do Cofen 581 de 2018: 12 dessas práticas são especialidades de enfermeiras(os). A enfermeira e psicóloga Ana Cristina de Sá, membro da comissão de PICs do Cofen, a Enfermagem sempre teve o olhar integral. “A prática integrativa enxerga como nós da Enfermagem: os indivíduos como seres integrais”, destacou.

Ana Cristina também destacou a importância da formação desses profissionais. “A Abenah [Associação Brasileira de Enfermeiros Acupunturistas e Enfermeiros de Práticas Integrativas], que cuida dessa questão de terapias holísticas, vai ter que, junto com a resolução do Cofen 581, achar critérios para dar um selo de qualificação para as pessoas que atuam nessas práticas. Temos que capacitar as pessoas, elaborar documentos técnicos, alinhar com conselhos, associações e o MEC [Ministério da Educação] a qualificação dessas pessoas. Esses cursos já existem e podem ser acessados no site do Ministério da Saúde”.

Fonte: Ascom – Cofen

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