23/01/2026
BASTA DE VIOLÊNCIA: Coren-RS presta solidariedade a técnicas de Enfermagem agredidas em Cachoeirinha e cobra providências

O Coren-RS – representado pelo presidente, enfermeiro Antônio Tolla, e pelo conselheiro técnico de Enfermagem Edgar Vagner Moraes, ambos integrantes da Comissão Interna de Prevenção à Violência no Trabalho na Enfermagem – esteve nesta quinta-feira, 22 de janeiro, na UPA 24 horas Francisco de Medeiros, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana. Eles foram prestar apoio e solidariedade a duas técnicas de Enfermagem que foram brutalmente agredidas na madrugada de segunda-feira, 19 de janeiro, por duas pacientes (que seriam amigas e teriam chegado juntas à unidade em busca de atendimento, supostamente após terem sido agredidas numa festa). Antônio e Edgar conversaram com a enfermeira Responsável Técnica (RT) substituta, Carla Baptista, e com o diretor-geral da UPA, Luis Carlos Boric. As profissionais agredidas estão afastadas por 30 dias.

A Autarquia recebeu em 20 de janeiro, por meio da Ouvidoria, diversas denúncias relacionadas a casos de violência na UPA – sendo o mais grave o da madrugada do dia 19. A agressão teve como alvo uma técnica de Enfermagem, que estava atendendo uma das pacientes em uma sala de procedimentos. Foram socos, chutes e mordidas contra a vítima no corredor, já fora dessa sala, com a ajuda da outra paciente, que teria segurado a técnica para que ela não se defendesse. A segunda técnica saiu em defesa da colega e acabou sendo ferida também.

Conforme Luis Boric, a UPA não tem seguranças e nem serviço de portaria e funciona no esquema “portas abertas” – com a livre circulação de pessoas em qualquer horário, o que coloca a equipe em risco constante. Os guardas municipais desempenham apenas a função de proteger o patrimônio – ou seja, não intervém em casos de violência contra os servidores.

Um inquérito foi aberto na Polícia Civil, para apurar as agressões. Imagens das câmeras de segurança da unidade foram fornecidas e serão analisadas.

O presidente do Coren-RS disse que episódios como esse são alarmantes e inadmissíveis. “Não temos mais como fugir dessa realidade: a Enfermagem tem sido vítima constante de violência nos seus ambientes de trabalho. É preciso combater essa violência e adotar medidas preventivas e de proteção - e os gestores têm papel crucial nesse sentido”.

Antônio e Edgar conheceram a estrutura da UPA e conversaram com outros técnicos e enfermeiros, que confirmaram o clima de insegurança no local. Eles contaram já terem sido vítimas de ameaça (inclusive com uma arma apontada para a cabeça por um paciente), intimidação, coação e xingamentos.

O Coren-RS enviou ofício à Secretaria Municipal de Saúde, solicitando uma reunião e cobrando providências.

Observatório da Violência
O Coren-RS tem o combate à violência na Enfermagem como uma de suas pautas prioritárias. Em 2025, lançou a campanha “Basta de Violência na Enfermagem”. Dentro das ações da campanha, está a plataforma digital “Observatório da Violência na Enfermagem” (para acessar, CLIQUE AQUI). O sistema está disponível de forma contínua, com o objetivo de registrar e monitorar episódios de violência contra profissionais da Enfermagem.

Fonte: Setor de Comunicação e Eventos - Coren-RS
Jornalista Joanna de Oliveira Ferraz
DRT/RS 12.176

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