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11/08/2009
Fitoterapia de graça pelo SUS
Governo Federal incentiva com verbas o uso dos medicamentos naturais em todos os municípios brasileiros, mas desconhecimento ainda emperra a novidade

Quem buscava tratamento com base em medicamentos fitoterápicos só tinha uma opção: pagar do próprio bolso. Mas isso está mudando em mais de 100 cidades brasileiras com a Portaria 3237, do Governo Federal, que coloca à disposição das prefeituras uma verba específica para a compra de medicamentos fitoterápicos que fazem parte da lista de atenção básica à saúde e distribuídos à população através do SUS. A grande vantagem desses medicamentos, além de utilizar extratos vegetais padronizados, é a ausência de efeitos colaterais nos usuários. "Os medicamentos fitoterápicos apresentam baixíssimo índice de reações adversas e interações medicamentosas", afirma Elzo Velani, presidente da ABIFISA - Associação Brasileira das Empresas do Setor Fitoterápico, Suplemento Alimentar e de Promoção da Saúde - e da Bionatus Laboratório Botânico.
De acordo com a ABIFISA, mais de cem municípios no Brasil já possuem programas de fitoterapia no SUS. Além de São José do Rio Preto (SP), cidade que começou a distribuir os medicamentos naturais ainda em 2008, Maringá (PR), Araçatuba (SP), Vitória (ES), Goiânia (GO) e Londrina (PR) já fazem uso dos fitoterápicos. Porém Velani alerta que nem todos sabem da novidade. "Essas cidades têm usado os fitoterápicos no SUS com excelentes resultados, mas, curiosamente, muitas prefeituras ainda sequer sabem da verba disponível para compra desse tipo de medicamento", completa.
A fitoterapia, que significa "terapia com plantas", é a ciência que estuda o uso de produtos de origem vegetal para o tratamento, prevenção ou cura de certas doenças. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirma que para ser considerado fitoterápico o medicamente deve conter apenas componentes de origem vegetal. Chás e medicamentos homeopáticos não são considerados fitoterápicos no Brasil. "A segurança dos fitoterápicos deve ser a mesma dos medicamentos convencionais. Eles devem ser registrados no Ministério da Saúde antes da comercialização", confirma Velani. Ainda segundo ele, as prefeituras dão um passo fundamental rumo à qualidade de vida de suas comunidades ao distribuírem os fitoterápicos pelo SUS. "Esse cenário é fruto de um maior fluxo de informação sobre os fitoterápicos e a importância real destes medicamentos para males de toda espécie", explica.

Não é novidade
O Brasil é conhecido mundialmente como um vasto e rico reservatório natural de espécies vegetais de todos os tipos. É através dessa rica flora que foram desenvolvidos os fitoterápicos, medicamentos que utilizam matérias-primas vegetais em sua composição.
Tão antiga quanto o próprio homem a fitoterapia, como recurso terapêutico, avançou pela história e hoje, em todo o mundo, é objeto de interesse de pesquisadores, fabricantes e, claro, da sociedade moderna.
Elzo Velani explica que a fabricação e o controle de qualidade dos medicamentos fitoterápicos obedecem aos mesmos rigores dos medicamentos convencionais. "Para obter o registro de um fitoterápico a ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, exige os mesmos procedimentos para o registro de um medicamento sintético", diz.
Tamanho critério por parte dos órgãos reguladores é mais um fator de segurança para o usuário de fitoterápicos. Os laboratórios do setor investem muito em pesquisas e colocam no mercado produtos cada vez mais avançados. Na outra ponta os médicos também vêm receitando cada vez mais medicamentos fitoterápicos aos seus pacientes. "Na Alemanha, por exemplo, cerca de 50% dos medicamentos comercializados são fitoterápicos - e a prescrição destes produtos alcança mais de 70%."
O governo brasileiro também descobriu a importância desse importante segmento da economia e lançou recentemente a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. É uma ação conjunta entre o governo (através de financiamentos), universidade (pesquisa e desenvolvimento) e indústria (fabricação) buscando o desenvolvimento de novos medicamentos destinados à população. "A iniciativa do SUS também quer garantir que a população tenha acesso seguro e racional ao uso de medicamentos fitoterápicos", finaliza Velani.

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Fonte: RS Comunicação
www.rscomunicacao.com.br

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