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18/09/2009
ABRATEN e COREN-RS promovem o uso da Fitoterapia



Aproveitar os recursos da natureza em benefício da saúde pode estar ao alcance da mão, basta conhecer o preparo de chás e tinturas extraídas das plantas medicinais. É o que ensina a Enfermeira Helena Trindade, especialista em Fitoterapia, em encontros que reúnem pessoas interessadas em aprender mais sobre esta sabedoria milenar.  

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As oficinas práticas nas comunidades abordam a importância da utilização de plantas medicinais para tratamento primário na prevenção e manutenção da saúde.

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De acordo com Helena Trindade, o trabalho, que é uma iniciativa da ABRATEN com apoio do COREN-RS, demonstra a importância da Enfermagem junto à comunidade na difusão da Fitoterapia. Porém, atualmente, as propriedades e utilização dos fitoterápicos ainda são pouco conhecidas pela grande maioria dos Enfermeiros.

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Em recente encontro realizado na Comunidade do PSF Rincão, os participantes conheceram as ervas desde o cultivo, a colheita, as propriedades e aplicações. Integrante do grupo, Desirée dos Santos, fez a seguinte manifestação através do site do Conselho:

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Estou escrevendo em nome da equipe do PSF Rincão no Belém Velho em POA para agradecer a presença da Enfermeira Helena Trindade da ABRATEN-COREN no grupo de mulheres da nossa comunidade que aconteceu na tarde de hoje. Foi uma oficina maravilhosa que com certeza marca uma parceria muito importante em busca da qualidade de saúde da população.

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Ao contrário da crença popular, o uso de plantas medicinais não é isento de risco. Além do princípio ativo terapêutico, a mesma planta pode conter substâncias tóxicas, por isso a importância de aprender o preparo correto.

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Uma das principais abordagens nas oficinas estão relacionadas à orientação sobre as diferentes formas de utilização e preparo das plantas medicinais para tratamento e a maneira correta de prepará-las.

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1- INFUSÃO: derramar água fervente sobre a erva picada numa vasilha, tapar e deixar esfriar por 10 minutos. Usa-se para partes mais delicadas da planta: folhas e flores. Evite na preparação do chá utensílios de alumínio ou cobre, use recipientes de aço inoxidável, esmaltados, cerâmica ou vidro refratário.

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2- DECOCÇÃO: por as ervas numa vasilha com água e levar ao fogo. Ferver durante 10 a 15 minutos. Usa-se para raízes, rizomas, madeira, caule, cascas ou sementes. São partes mais duras que devem ser picadas e aconselha-se deixar durante a noite na água antes da decocção.

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3- MACERAÇÃO: colocar as ervas de molho durante 8 a 24 horas em líquidos na temperatura ambiente: água (tisana ou garrafada), vinho, cachaça ou mistura de água e álcool de cereais. Neste processo os minerais e vitaminas são mais aproveitados.

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4 - TINTURA: Coloca-se a planta em álcool de cereal diluído com água mineral na proporção de 4 colheres para um litro de álcool.

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5 - BANHO: faz-se uma infusão ou decocção mais concentrada que deve ser coada e misturada na água do banho. Os banhos normalmente são indicados 1 vez por dia.

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6 - CATAPLASMA: São obtidas por diversas formas: amassar as ervas frescas e bem limpas, aplicar diretamente sobre a parte afetada ou envolvidas em um pano fino ou gaze; as ervas secas podem ser reduzidas a pó, misturadas em água, chás ou outras preparações e aplicadas envoltas em pano fino sobre as partes afetadas; pode-se ainda utilizar farinha de mandioca ou de milho e água, geralmente quente, com a planta fresca ou secatriturada.

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7- COMPRESSA: É uma preparação de uso local que atua pela penetração dos princípios ativos através da pele. Utilizam-se panos, chumaços de algodão ou gaze embebidos em um infuso concentrado, decocto, sumo ou tintura da planta dissolvida em água.

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8 - INALAÇÃO: Esta preparação utiliza a combinação do vapor de água quente com aroma das substâncias voláteis das plantas aromáticas, é normalmente recomendada para problemas do aparelho respiratório.

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9 - GARGAREJO: Usado para combater afecções da garganta, amidalites e mau hálito. Faz-se uma infusão concentrada e gargareja quantas vezes for necessário. Ex.: Sálvia (mau hálito), tanchagem, malva e romã (amidalites e afecções na boca).

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10 - SUCO OU SUMO: Obtém-se o suco espremendo-se o fruto e o sumo ao triturar uma planta medicinal fresca num pilão ou em liquidificador e centrifugar.

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11- XAROPE: Os xaropes são utilizados normalmente nos casos de gripe que custam sarar, tosse, dores de garganta e bronquite.

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(Bibliografia: BENETTI, Andréa dos Santos; TRINDADE, Helena Pereira da. Estudo comparativo sobre a utilização plantas medicinais na literatura popular e científica. 2003. 55 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Monografia) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2003.; Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia, e insumos estratégicos. A Fitoterapia no SUS e o Programa de Pesquisas de Plantas Medicinais da Central de Medicamentos. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2006. ; PIVA, Maria da Graça. O caminho das plantas medicinais: Estudo Etnobotânico. Rio de Janeiro: Mondrian, 2002. ; PIVA, Maria da Graça; SILVEIRA, Elaine da. Manual sobre o Uso de Frutos e Ervas Medicinais. Canoas: ULBRA, [1999].)

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