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26/04/2013
Reconstituição de mama vira regra no SUS


Os hospitais da rede pública do Brasil são obrigados a oferecer a reconstrução do seio perdido para o câncer no mesmo procedimento cirúrgico da mastectomia, que é a operação de retirada total ou parcial da mama. A lei 12.802, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, foi publicada ontem no Diário Oficial da União. A norma prevê também que, nos casos em que a cirurgia de reconstrução não possa ser feita imediatamente após a mastectomia, a paciente deve deixar o hospital já com a data para o segundo procedimento marcada.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, José Horácio Aboudib, a nova norma é muito positiva. “A mulher só tem a ganhar com essa possibilidade. Acho a lei muito oportuna, benéfica e útil para ser colocada em prática”, diz. O médico explica, porém, que nem todas as pacientes têm indicação para fazer o duplo procedimento, mas que esses casos não são maioria. “Quando o câncer está em estágio avançado, a recomendação pode ser a de deixar para reconstruir a mama posteriormente.” Mas, segundo ele, o ideal é que a cirurgia seja feita simultaneamente, por facilitar o processo de cicatrização e deixar a paciente mais estável psicologicamente, o que contribui para acelerar a recuperação, por exemplo.

No Distrito Federal, 77 mulheres estão na lista de espera para fazer a cirurgia de reconstrução do seio. Segundo Aboudib, pelo país, embora não exista um número exato, a demanda por esse tipo de operação é grande. “Promovemos mutirões de atendimento pelo país e chegamos a fazer entre 20 e 30 reconstruções mamárias em um único dia.” Neste ano, a Sociedade fez mutirões em Goiânia e em Curitiba, e deve promover novos esforços em pelo menos mais quatro capitais até o fim de 2013.

Com a nova lei, mulheres com indicação para fazer as duas cirurgias simultaneamente, como foi caso da aposentada Márcia Mendes de Sousa, de 48 anos, não precisarão mais esperar. Diagnosticada com câncer de mama em 2004, Márcia iniciou o tratamento no Hospital Universitário de Brasília (HUB). Ela fez a mastectomia radical, isto é, a retirada integral de um dos seios. Embora pudesse fazer a reconstrução imediatamente após a primeira cirurgia, não havia cirurgião plástico para atendê-la naquele dia.

 

“Muito sofrido”

 

Após várias sessões de quimioterapia, o tumor foi eliminado em 2006, quando Márcia deu início ao procedimento de reconstrução, que normalmente é feito em, pelo menos, duas etapas. “Já fiz mais de três etapas da reconstituição e ainda preciso fazer mais uma, é um processo muito lento, muito sofrido”, descreve. Para a aposentada, a possibilidade de fazer a reconstrução imediata é alentadora para quem tem diagnóstico de câncer. “Você dorme com as duas mamas e acorda sem uma delas. Quando fiz a mastectomia, não queria que tirassem o adesivo para não ver que estava sem o seio. Acho que não passar por essa experiência não acaba com o sofrimento, mas reduz muito”, relata.

 

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