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07/08/2015
Dados do RS da Pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil mostram longas jornadas e remuneração baixa
Estudo foi apresentado nesta quarta-feira (05), em Porto Alegre

O Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren-RS) lançou oficialmente nesta quarta-feira (05), em Porto Alegre, os dados regionais da Pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil. O evento ocorreu no Ritter Hotel e foi prestigiado por aproximadamente 200 pessoas.  

A pesquisa inédita é fruto da parceria do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e apoio dos Conselhos Regionais de Enfermagem. Trata-se do maior estudo da América Latina sobre uma categoria profissional, abrangendo um universo de mais de 1,8 milhão de trabalhadores, incluindo enfermeiros(as), técnicos(as) e auxiliares. Os resultados detalham a situação da enfermagem em âmbito nacional e regional, nas 27 unidades federativas. No Rio Grande do Sul, foram entrevistados mais de 112 mil profissionais.

Para marcar o início do evento, o Coral do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) cantou três músicas, sob a regência do maestro Eduardo Alves. O grupo foi bastante aplaudido. 

Em seguida, falaram ao público o presidente do Coren-RS, Daniel Menezes de Souza, Neyson Pinheiro Freire (representando o presidente do Cofen, Manoel Neri), a secretária-adjunta da Saúde de Porto Alegre, Fátima Ali (representando o prefeito José Fortunati), a presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Sul (Sergs), Cláudia Santos, a presidente da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) – Regional Rio Grande, Rosemary Silva da Silveira (representando o presidente da ABEn-RS, Joel Rolim Mancia) e o diretor da Federação dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde do Estado do RS (Feessers), Emerson Pacheco. 

“A Enfermagem no Brasil e no Rio Grande do Sul vive um momento singular com o lançamento dessa pesquisa. Nós já sabíamos da realidade de duas ou três jornadas de trabalho e de subsalários, agora a pesquisa retrata essa realidade. Temos dados científicos para lutar por nossos ideais, para sensibilizar os governantes da necessidade de políticas públicas que promovam a valorização profissional da única categoria que está presente 365 dias por ano nos serviços de saúde”, afirmou Daniel.    

Em sua fala, Freire também reforçou a importância da pesquisa. “Não se faz saúde sem recursos humanos, e mais da metade dessa força de trabalho no Brasil é formada por profissionais da Enfermagem, que são submetidos a baixos salários e jornadas desgastantes. A pesquisa está nos permitindo conhecer e, mais importante, mudar essa realidade”, disse. 

Desgaste, violência e discriminação – O levantamento completo do RS foi detalhado pela coordenadora geral do estudo e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Maria Helena Machado. No Estado, há predominância de técnicos(as) e auxiliares de Enfermagem – 81,8% contra 18,2% de enfermeiros(as).  A enfermagem gaúcha segue com ampla maioria feminina: elas representam 84,6% da categoria. 

Conforme Maria Helena, os números refletiram uma realidade de longas jornadas de trabalho e remuneração incompatível com as funções desempenhadas: 67,5% afirmaram sofrer de desgaste profissional. Do total de entrevistados(as), 42% disseram trabalhar entre 31 e 40 horas semanais, e 22,5%, entre 41 e 60 horas. Quanto à renda total das atividades de enfermagem (que levou em conta a média das remunerações declaradas por enfermeiros(as), técnicos(as) e auxiliares dos setores público, privado e filantrópico), 38,4% disseram ganhar entre R$ 1.001 e R$ 2.000 e 12,8%, entre R$ 681 (abaixo do valor do salário mínimo nacional, de R$ 788) e R$ 1.000.  

A equipe de Enfermagem no RS também trouxe à tona uma realidade de violência no ambiente de trabalho. Do total de entrevistados, 19,4% disseram ter vivenciado algum tipo de violência: psicológica (64,5%), física (15,6%) e institucional (18,8%). Casos de discriminação também foram citados por 11,8% do total de entrevistados(as). Dos(as) profissionais que relataram esse tipo de situação, 47,5% apontaram discriminação de gênero, 23,2%, racial, e 21,1%, de peso/ obesidade.

Os números do RS e do Brasil estão servindo de base para a elaboração de sugestões de políticas públicas pelo Cofen e pelos Conselhos Regionais. Uma reunião na sede do Cofen, em Brasília, no dia 27 deste mês, tratará sobre as propostas que serão apresentadas ao governo.

Também estavam presentes na cerimônia entidades associativas, instituições formadoras da Enfermagem, além de representantes de diversos serviços da Capital e do Interior do Estado. 

Fonte: Asscom Coren-RS (com informações do Cofen)
Fotos: Luciano Gasparini e Leonardo Mayer

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