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23/03/2009
Tuberculose: retorno do inimigo
Doença comum e letal no passado, a tuberculose volta a se alastrar com a disseminação do HIV e a resistência a antibióticos

Doença que parecia vencida pelos avanços da medicina, a tuberculose pulmonar voltou a assombrar. Uma revisão das estatísticas mostra que ela se mantém viva não apenas na memória do cinema, que colocou a diva Greta Garbo para encarnar a personagem tísica mais famosa da sétima arte, no clássico A Dama das Camélias. Somente no ano passado, mais de 4,3 mil pessoas no Estado foram diagnosticadas com a enfermidade. Em média, todos os anos, três pessoas a cada grupo de 100 mil se tornam vítimas fatais da tuberculose. Na Capital, o índice é duas vezes maior.\r\n\r\nA tuberculose sobreviveu porque está intimamente relacionada às más condições sociais e, nas últimas duas décadas, cresceu em incidência com a disseminação do vírus da aids. Quem vive em lugares confinados, como os presos, está mais propenso à infecção. A cidade gaúcha com maior incidência de tuberculosos é Charqueadas, onde há seis unidades prisionais.\r\n\r\n– A tuberculose está viva, mas muita gente não vê isso de perto, dando a impressão de que não existe mais – explica a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Tuberculose, Carla Jarczewski.\r\n\r\nAlvo permanente da doença, os portadores do HIV estão entre as principais vítimas. No Rio Grande do Sul, cerca de 20% dos pacientes com tuberculose têm o vírus, percentual duas vezes maior do que a média nacional. Segundo Carla, há dois possíveis motivos para o número ser tão elevado.\r\n\r\n– Aqui, ocorre mais o subtipo C do vírus, que pode ser mais suscetível à tuberculose. Além disso, o Rio Grande do Sul é um dos Estados que mais faz os testes para detectar a doença. Isso pode tornar as estatísticas mais precisas e mais altas – analisa.\r\n\r\nO recém-criado Instituto Nacional de Ciência em Tecnologia em Tuberculose, que funciona no Parque Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), está desenvolvendo um novo remédio.\r\n\r\n– O objetivo é que ele substitua a isoniazida, remédio que costuma ser usado nos tratamentos – diz o bioquímico Diógenes Santos, coordenador do instituto financiado com recursos do governo federal. Por enquanto, o medicamento está na fase de testes com animais e não há previsão de quando poderá ser usado em pacientes. A esperança é de que combata os bacilos que se tornaram resistentes a outros remédios.\r\n\r\nA preocupação com o controle da infecção também se estende à prevenção. Parentes e amigos de quem está contaminado com o bacilo de Koch, responsável pela doença, devem ser submetidos a exames. A tuberculose pulmonar é transmitida facilmente pelo ar. Para evitar que mais pessoas se contaminem, é preciso fazer o diagnóstico precoce.\r\n\r\n– Após 15 dias de tratamento correto, diminui muito o risco de transmissão – diz o pneumatologista Marcelo Basso Gazzana, do Hospital Moinhos de Vento. Seguir o tratamento que dura, em média, seis meses é a garantia para que a doença não volte mais agressiva e o bacilo não se torne resistente aos medicamentos. Com esse cuidado e a chegada do novo medicamento, a expectativa é de que a doença volte a ser uma preocupação do passado.

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